Burnout: O que é a síndrome que causa o esgotamento profissional?

Síndrome de Burnout: homem com as mãos no rosto demonstrando esgotamento sentado em sala bagunçada

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), em nova classificação válida desde 1 de janeiro de 2022, Burnout é reconhecida como doença de trabalho e deve ser vista com seriedade e cuidado pelas empresas.

A classificação CID 11 (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde) oficializa a síndrome como: “estresse crônico de trabalho que não foi administrado com sucesso“, relacionando a doença ao emprego e desemprego e não mais um problema de saúde mental ou um quadro psíquico.

Mas afinal de contas, o que é a Síndrome de Burnout?

Síndrome de Burnout: homem com as mãos no rosto demonstrando esgotamento sentado em sala bagunçada
Foto por Christian Erfurt

O que é a Síndrome de Burnout?

A Síndrome de Burnout se trata de um distúrbio psíquico, descrito e estudado pelo médico americano Freudenberger em 1974. A síndrome é causada pela exaustão extrema relacionada ao trabalho do indivíduo, sendo conhecida também como síndrome do esgotamento profissional.

Resultado direto do acumulo em excesso de estresse, tensão emocional e trabalho é muito comum em profissões sob constante pressão, como publicitários, policiais, médicos, professores, enfermeiros, jornalistas, recursos humanos, assistentes sociais, mulheres com dupla jornada de trabalho.

Podem estar propensas a ter a Síndrome de Burnout profissionais que são escalados ou pautados para realizar tarefas muito difíceis ou que a pessoa possa achar que não tem capacidade para realizar.

Se tratando de um distúrbio cada vez mais comum é necessária uma consulta ao médico com um psiquiatra ou psicólogo para realizar o diagnostico assim que os sintomas surgirem.

Quais os sintomas?

O sintoma típico da Síndrome de Burnout é o esgotamento físico e emocional que pode gerar problemas como:

  • Ausências no trabalho;
  • Agressividade;
  • Isolamento;
  • Mudanças bruscas de humor;
  • Irritabilidade;
  • Dificuldade de concentração;
  • Lapsos de memória;
  • Ansiedade;
  • Depressão;
  • Pessimismo;
  • Baixa autoestima;
  • Perda de apetite;
  • Insônia;
  • Dores de cabeça e no corpo;
  • Gastrite.

Qual o tratamento?

O tratamento clinico é realizado através de medicamentos para tratar os sintomas, antidepressivos e psicoterapia. Além de atividades físicas regulares, mudanças nos hábitos e estilo de vida, mudanças nas condições de trabalho.

Portanto é extremamente estar atento aos primeiros sintomas, geralmente as pessoas não buscam ajuda por não conseguirem identifica-los ou por acharem que se trata de algo passageiro, negligenciando sua saúde e bem estar. É importante ouvir as pessoas mais próximas como familiares e amigos, que são geralmente as primeiras pessoas a notarem sintomas e mudanças drásticas em relação a estresse além do trabalho e no exagero de substancias estimulantes, como café, refrigerantes e cigarro, ou até mesmo em substancias relaxantes, como o álcool.

O diagnóstico e o suporte necessário pode ser encontrado inclusive no Sistema Único de Saúde (SUS), que através da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) oferece de forma gratuita todo tratamento.

Síndrome de Burnout: homem descansando em sua mesa de trabalho segurando uma xícara, com seu computador, e outros utensilios de trabalho ao lado
Foto por Nubelson Fernandes

Como as empresas devem lidar?

Antes das atuais mudanças empresas se preocupavam com o esgotamento e o estresse em ambiente profissional pela falta de engajamento, diminuição de produtividade e perda dos profissionais, agora o Burnout adiciona o fator de risco jurídico e financeiro.

As anteriores formas de lidar com o tema que iam de aulas de ioga, um espaço de descompressão, ou uma conversa sobre saúde mental necessitam dar espaço para outras estratégias que realmente sejam mais humanizadas e consigam prevenir o esgotamento dos profissionais.

Em pesquisa realizada pela Kenoby com profissionais de recursos humanos, 93% deles disseram que empresas ainda ignoram questões de saúde mental. Entre os entrevistados 53,4% não sabiam dizer se a empresa pretende investir em saúde mental. Outros 35% responderam que o investimento virá em menos de um ano. 

Com as recentes mudanças na classificação de Síndrome de Burnout se acredita que cresçam tanto a discussão quanto a cobrança sobre temas relacionados a saúde mental em ambientes de trabalho, ainda mais em um futuro período pós pandemia. É necessário ter consciência de que se tratará de um período pós traumático de muitas mudanças, e trata-lo dessa forma para que não se agravem problemas ou sobrecarregue os profissionais é essencial.

 

 

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